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Video de Pinheiro a São Luís

José Sarney deixou Pinheiro para estudar em São Luís. Na capital, morava num pensionato. Moças e rapazes viviam em andares separados, Sarney iniciou os estudos no Colégio Marista, depois, ingressou na escola pública, no Liceu Maranhense.

Faculdade de Direito: Estudante em São Luís

José Sarney entrou na Faculdade de São Luís, onde cursou direito. Junto com os estudos, José Sarney trabalhava para se sustentar. No tempo livre que tinha, aproveitava para visitar Biblioteca Pública. Sarney lamenta não ter tido a oportunidade de frequentar uma grande universidade. ” Procurei suprir isso lendo, escrevendo, aprendendo a estudar, a coisa mais difícil que tem não é estudar, é aprender a estudar, conta.

Política Estudantil: Líder estudantil

A liderança política do senador José Sarney começou nos tempos de estudante. José Sarney participou ativamente da política estudantil no Maranhão. Foi presidente da União Maranhense dos Estudantes, representante da UNE no Maranhão. A atividade estudantil foi a porta de entrada para a política.

Abaixo a Ditadura

A época de estudante de José Sarney foi de muito engajamento político. Sarney conta que, ainda muito jovem, foi preso durante o governo de Getúlio Vargas. Junto com outros amigos, foi preso por alguns dias, por não concordar com a ditadura.

Literatura como Vocação

O início da carreira como jornalista foi o primeiro passo para encontrar a vocação de escritor. José Sarney ganhou um concurso de redação e passou a trabalhar no jornal Pacotilha. De repórter policial, Sarney passou a cuidar do suplemento literário do jornal.

“Achei que a literatura fosse o meu destino.”

Sarney entra na Política

Depois de iniciar a carreira como jornalista, José Sarney começou a se interessar pela política. Candidatou-se a um cargo de deputado federal. ” Entrei para o oposição com o desejo de mudar o mundo”, disse Sarney.

Vice-Líder UDN

Na Câmara dos Deputados, por indicação de Afonso Arinos, o deputado José Sarney, foi eleito Vice-Líder da UDN. Tinha 29 anos e chamava a atenção dos colegas parlamentares pela capacidade de articulação. “Eles achavam que eu falava bem, por aí entrei na política. Em política a gente vai se envolvendo e não tem como sair”, conta Sarney.

Crise 68- AI-5

Em 13 de dezembro de 1968, o General Costa e Silva decretou o AI-5. O ato concedia poder ao Presidente da República para intervir nos estados e municípios, sem respeitar as limitações constitucionais.

Costa e Silva ainda poderia suspender os direitos políticos, pelo período de 10 anos, de qualquer cidadão brasileiro.

Sarney, que na época governava o Estado do Maranhão, foi o único governador que não apoiou o AI-5. “Ao contrário dos demais governadores, que passaram telegrama de apoio, eu não passei. Quando eu passei o telegrama, foi para dizer que eles deveriam, o mais rápido, sair daquela situação e buscar um sistema democrático pleno para o Brasil”, disse Sarney.

Sarney assume a Presidência

A morte de Tancredo Neves em 15 de março de 1985 foi um momento de pânico para José Sarney. Eleito Vice-Presidente em 1985, Sarney foi comunicado às três horas da manhã do dia da posse, que assumiria a Presidêncida da República no lugar de Tancredo, que estava internado em um hospital de Brasília. “Qualquer pessoa ser presidente da República, na transição democrática, em que os militares eram muito fortes, eu de um estado pequeno, sem grupos econômicos para me apoiar, sem partido, tudo levava a crer que eu seria um presidente para entrar e ser deposto”, relembra Sarney.

Programa Naconal do Leite: Avanço Social

O slogan do governo Sarney foi batizado de “Tudo pelo Social”. Na presidência da República, José Sarney, vindo de uma região castigada pela pobreza quis dar prioridade às causas do povo. “ Eu vinha de uma região paupérrima, tudo isso estava dentro da minha formação política. Quando cheguei ao governo, quis dar atenção a tudo isso” relembra Sarney.

Assistência Médica Universal

José Sarney fez de seu governo uma busca pela melhoria das condições sociais da população. Naquela época, só os trabalhadores com carteira assinada tinham direito a atendimento nos hospitais públicos, Sarney decide mudar essa regra e propõe a universalização dos serviços de saúde. Para proteger os trabalhadores, foi criado o seguro desemprego, outra garantia assegurada em lei, foi a impenhorabilidade da casa própria. O slogan Tudo Social era o espírito das ações de governo. Em relação a economia, Sarney lembra que buscou soluções não ortodoxas.

Ecologia

Em 1972, Sarney subiu a tribuna do Senado e fez o primeiro discurso da história do Congresso sobre o problema do meio ambiente. Como presidente da República, Sarney criou o programa Nossa Natureza, e mais tarde, o IBAMA, órgão que centralizou toda a política ambiental no Brasil.

Amazônia

Sarney enfrentou diversas pressões internacionais em relação à Amazônia. Países desenvolvidos chegaram a difundir idéias de que a área, deveria ser internacionalizada. O presidente Sarney relembra uma conversa com o então presidente dos Estados Unidos George Bush. Sarney conta: “Foi uma conversa muito difícil, perguntei a ele se ele sabia o tamanho da Amazônia. Disse a ele, presidente Bush, não pense que um incêndio na Amazônia é como se fosse numa rua do Harlem nos Estados Unidos.”

Ministério da Cultura

José Sarney criou o Ministério da Cultura em 1985, assim que assumiu a presidência da República. “O objetivo era colocar a cultura na frente, ou ao lado de todos os problemas nacionais. Na mesa do planejador, não deve estar só estradas, portos, mas também a cultura”, conta Sarney.

Lei Sarney Democratizando a Cultura

Depois que deixou a presidência da República, a Lei Sarney de Incentivo a Cultura foi revogada. Houve uma forte reação da classe artística. O governo da época decidiu enviar um novo projeto ao Congresso. Sarney foi o relator da proposta no Senado, que acabou aprovada e foi rebatizada como Lei Rouanet. Para Sarney, a lei atual tem distorções e dificulta a democratização da cultura no país.

Telefone Vermelho

Sarney relembra do telefone vermelho que ficava em sua mesa no Palácio do Planalto. O aparelho só poderia tocar em situações de emergência. Mas, por várias vezes, o telefone tocou, o presidente sobressaltava-se e corria para atender. “Volta e meia o telefone tocava, era um sujeito achando que estava ligando para um supermercado”, veja o vídeo.

Solidão Presidencial

José Sarney não considerava a vida de Presidente da República solitária. “Solitária é a decisão do presidente. Essa sim”, diz.

Apoio ao Operário

Sarney diz que ficou muito feliz pela oportunidade de apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República.

A Cultura e os Negros

Sarney sempre fez da cultura uma das suas grandes causas parlamentares. Ele lembra que chegou a apresentar cinco vezes o projeto de lei de incentivos fiscais para a cultura. Outra área de atuação de Sarney foi a defesa dos direitos humanos. Sarney trabalhou ativamente contra a discriminação racial, criou a Fundação Palmares e é o autor do primeiro projeto de cotas para negros nas universidades.

Democracia Consolidada

Sarney destaca que hoje o Brasil vive uma democracia consolidada. “Temos absoluta liberdade de imprensa, liberdade pessoal, aqui todo mundo pode falar tudo, o que quiser”, afirma.

Da República a Dilma

Com mais de 50 anos de vida pública, José Sarney comenta os avanços políticos do Brasil ao longo de 100 anos de República . “Saímos dos barões do café, da classe dos bacharéis, saímos dos militares, tivemos um presidente operário e terminamos com uma mulher presidente da República. É com essa imagem que eu vejo a Dilma, foi um processo histórico.”