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Sarney deixa o PDS: O rompimento

Na década de 80, a expectativa de abertura política do país cresceu. O movimento das Diretas Já, baseado na emenda de Dante de Oliveira, tomou conta do país. A emenda foi rejeitada pela Câmara. Um dos deputados do PDS que votou a favor foi Sarney Filho.

No PDS, partido que tinha maioria no Colégio Eleitoral, estava acirrada a disputa da candidatura à Presidência da República, que significava praticamente a vitória. Paulo Maluf, ex-governador nomeado de São Paulo e então deputado, fez um processo de cooptação das assembleias que escolhiam os membros do Colégio Eleitoral.

Sarney combinou com o presidente da República e presidente de honra do partido a realização de prévias partidárias para escolher entre os candidatos Aureliano Chaves, Mário Andreazza, Marco Maciel e Paulo Maluf. Figueiredo voltou atrás na aprovação das prévias, mobilizado pelos malufistas. Desautorizado e ameaçado de agressões físicas, em junho de 1984, José Sarney deixou o PDS. Foi o princípio da mobilização para formar a Aliança Democrática que elegeria Tancredo Neves.

Sarney Deixa o PDS

Reunião do PDS presidida por Sarney. Foto: Orlando Brito

 

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