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A Frente Liberal

Os dissidentes do PDS e José Sarney se reuniram no que chamaram de Frente Liberal. Em julho de 1984, foi costurado o acordo que reuniu Sarney, Aureliano, a Frente Liberal e o PMDB de Tancredo Neves e Ulysses na Aliança Democrática. Tancredo falou para Sarney:


“Chegou o momento de formarmos uma frente e você é indispensável, pois fez o que ninguém teve coragem de fazer.”

Sarney conversou com Jorge Bornhausen, Guilherme Palmeira, Aureliano Chaves e Marco Maciel. Inicialmente, Aureliano se recusou a apoiar Tancredo, posição endossada por Maciel, mas Bornhausen e Palmeira aceitaram de imediato.

Aureliano condicionou seu ingresso na Aliança Democrática à indicação, pela Frente Liberal, do candidato à vice-presidência. Tancredo aceitou. Aureliano marcou uma reunião em seu gabinete, na qual Sarney se posicionou a favor da candidatura de Maciel, que não aceitou. Foi então que Aureliano disse a Sarney:

– Não se exclua! Não se exclua!

No final de julho, Tancredo telefonou a Sarney com um convite para que fosse a Minas Gerais. Os dois sentaram-se para jantar.

– Tenho de decidir se eu vou renunciar, e por isso preciso saber se você aceita ser candidato. Se você não for candidato, eu não aceito.

Sarney disse sim.

A formalização da Aliança Democrática, aconteceu em 7 de agosto de 1984. No dia 11, Paulo Maluf venceu a convenção do PDS. A convenção do PMDB escolheu Tancredo Neves como candidato à Presidência da República e José Sarney como vice, representando a Frente Liberal. Sarney fez um breve discurso de três minutos na janela do Palácio da Liberdade, em Minas Gerais. Foi aplaudido com entusiasmo:

“Ao lado de todos os nossos companheiros, tivemos a coragem de atravessar o rio, enfrentar as águas, as cachoeiras e, com determinação, estamos aqui para a luta.

(…)nós, dissidentes do PDS, abandonamos os edifícios de janela de cristal para os barracões onde estão os ideais do povo. E aqui estamos para calçar as sandálias da poeira da estrada e para vestir as batinas da catequese, surradas nas ruas, mas de grandes ideais.” (Jornal da Tarde, 15 de agosto de 1984)

 

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