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Relações Brasil x Argentina

Brasil e Argentina haviam construído, ao longo dos anos, um regime de competição e alheiamento. No espírito da frase do Presidente Sáenz Peña, de que “tudo nos une, nada nos separa”, Sarney determinou, em agosto de 1985, que o chanceler Olavo Setúbal fosse a Buenos Aires negociar um novo tipo de relação. Em novembro, em Foz de Iguaçu, o encontro entre Sarney e Alfonsín iniciou um processo de entendimento e integração, ampliado com o apoio do Presidente Sanguinetti, do Uruguai.

A foto dos dois presidentes diante do vertedouro de Itaipú tem grande repercussão em Buenos Aires. A aproximação entre os dois presidentes quebra o isolamento e dá início a uma relação de confiança, selada com a visita de José Sarney à usina atômica de Pilcaniyeu e com a visita de Raúl Alfonsín à usina da Marinha em Aramar. A colaboração no setor atômico, com a determinação de que ele será voltado somente para fins pacíficos, é um imenso passo.

A aproximação do Brasil com a Argentina, promovida pelo presidente Sarney e apoiada com entusiasmo pelo presidente Alfonsín, pacificou o que havia ainda de resistência para uma harmônica relação bilateral. A união dos dois países representava uma tentativa conjunta de ganhar força e conquistar espaço nas negociações internacionais.

Os contenciosos, principalmente, os referentes aos recursos naturais da região do Cone-Sul da América do Sul, começaram a ser enfrentados. Com a qualidade do relacionamento obtido por Sarney e Alfonsín, o Tratado da Bacia do Prata, assinado em 1969, pode ser retomado. Em 1986, acontece em Buenos Aires a 16ª reunião dos chanceleres dos países da Bacia do Prata. Em 1989 foi a vez de Brasília sediar o evento.

Com o diálogo aberto, foi possível dar um passo importante para a história da América Latina. Os presidentes Sarney e Raul Afonsin, prepararam o projeto de integração dos dois países que iria culminar com a formação de um Mercado Comum do Sul,o MERCOSUL.

 

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