Início » O Político » Presidente » Plano Cruzado II

Plano Cruzado II

No final de 86, o boicote do mercado ao Plano Cruzado, refletido no desabastecimento de vários produtos deu origem a um mercado negro, o que levou o governo a lançar um plano de reajuste econômico.

O Plano Cruzado II liberou os preços dos produtos e serviços, determinou que o reajuste dos aluguéis fosse negociado entre proprietários e inquilinos e também alterou o cálculo da inflação, que passou a ter como base, os gastos com famílias com renda de até cinco salários mínimos. Os impostos das bebidas e cigarros foram reajustados. As exportações caíram enquanto as importações aumentavam, esgotando as reservas cambiais.

Sarney mais uma vez tentou evitar a opção imposta de uma forte recessão. A opção tomada foi a de administrar a inflação, assegurar a transição política e evitar, de qualquer forma, a perda brutal do poder de compra dos assalariados.

Segundo Sarney, “o Cruzado II foi o maior erro que cometemos no governo e por ele, paguei muito caro”. A avaliação dos economistas era de que o aumento dos impostos sobre cinco produtos de consumo da elite, não traria impacto na inflação. A teoria e as ações propostas não cumpriram as expectativas. Dentro da própria equipe econômica, havia divergências, o ministro Sayad defendia que o ajuste fosse feito por meio do imposto de renda. Cinco meses após a edição do Cruzado II, o ministro Dílson Funaro foi substituído por Luis Carlos Bresser Pereira.

 

Leia também: