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Moratória

Em fevereiro de 1987, as reservas cambiais do país atingiram níveis preocupantes. Diante da forte saída de capitais, o presidente Sarney se reuniu com o Conselho de Segurança Nacional e com a equipe econômica do governo para discutir a situação econômica do país. Num pronunciamento de 15 minutos em cadeia nacional de rádio e TV, Sarney comunicou a suspensão do pagamento dos juros da dívida externa: era a moratória. Nos cinco anos anteriores, o Brasil havia destinado 55 bilhões e 800 milhões de dólares para o pagamento de juros da dívida.

Segundo José Sarney, “o certo era ter chamado os bancos para negociar”.

“À época, as reservas internacionais eram suficientes apenas para pagar três meses de importações. Fui aconselhado a decretar a moratória. Falei com presidentes de vários países da América do Sul. Eles apoiaram a ideia, mas depois deixaram o Brasil sozinho com a moratória na mão.”

A suspensão do pagamento dos juros da dívida se estendeu até setembro de 1988.

A moratória, de qualquer forma, permitiu ao Brasil reequilibrar suas reservas e voltar à mesa de negociações para conseguir obter um acordo mais vantajoso para o pagamento da dívida.

 

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