Início » O Político » Presidente » A Posse: Momentos de Tensão

A Posse: Momentos de Tensão

A data da posse era 15 de março. Três dias antes Tancredo Neves começou a ter febre. O diagnóstico apresentado ao público foi de faringite.

No dia 14 de março, uma missa reuniu no Santuário Dom Bosco o presidente e o vice-presidente eleitos e alguns políticos mais próximos. À noite o quadro se agravou. O presidente teve um abdômen agudo (dor súbita de intensidade variável no abdome) e foi submetido a uma cirurgia. Nas salas de Brasília, onde se vivia a expectativa do dia seguinte, começou a circular a notícia. No Hospital de Base de Brasília, um pequeno grupo discutia o que fazer.


Sarney Rampa do Planalto

José Sarney sobe a rampa do Palácio do Planalto. Foto: Orlando Brito


Havia duas correntes: uns desejavam a posse do presidente da Câmara dos Deputados, o presidente do PMDB, Ulysses Guimarães; outros sustentavam que a regra constitucional estabelecia a posse do vice-presidente eleito, José Sarney. Foi a opinião, respeitada, de Afonso Arinos.

As duas cerimônias, a posse no Congresso Nacional e a investidura no Palácio do Planalto, realizaram-se sob tensão e expectativa. O general Figueiredo, repetindo o gesto de Newton Bello na transmissão da chefia de governo do Maranhão, e sinalizando, para a história, a constatação, por parte dos vencidos, da ruptura com uma situação política até então vigente, não passou o cargo e a faixa presidencial a José Sarney.

 

Leia também: