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A Sucessão

O PMDB se dividia entre as candidaturas de Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Aos poucos Tancredo se apoderou do comando do partido, embora Ulysses continuasse na presidência. Ambos sabiam as chances que tinham — Ulysses, no voto direto, Tancredo, no colégio eleitoral. Mas o mineiro negociava com o comando do PDS as alternativas do processo; Ulysses era intransigente.

Os dissidentes do PDS, unidos em torno de Sarney, criaram a Frente Liberal. Representavam uma parcela expressiva do colégio eleitoral, com votos suficientes para assegurar o destino da eleição.

Uma semana depois da saída de Sarney do PDS os governadores do PMDB lançaram o nome de Tancredo Neves à candidatura indireta. Tancredo, conforme o combinado, pediu um prazo. No dia seguinte, no entanto, Sarney, Maciel e Aureliano, selaram o acordo com o governador mineiro. O candidato da Frente Liberal à vice-presidência, numa chapa comum, seria o senador maranhense.

A 14 de julho, formaliza-se a Aliança Democrática. Poucos dias depois, Maluf derrotava Andreazza na convenção do PDS. Sua sorte estava selada.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral se reúne e elege a chapa Tancredo Neves / José Sarney por 480 votos a 180. Nos jardins do Congresso, duas mil pessoas acompanharam a votação ao longo de três horas e 27 minutos.


Sarney e Tancredo

Sarney e Tancredo durante a campanha para a Presidência da República. Foto: Orlando Brito

 

 

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