Infraestrutura

A infraestrutura foi um dos setores considerados prioritários para o governo Sarney. Como governador, adotou medidas administrativas inovadoras. A primeira delas foi criar o Grupo de Trabalho da Assessoria de Planejamento (GTAP), composto por técnicos maranhenses que trabalhavam na Sudene. O GTAP elaborou o plano quadrienal de desenvolvimento sócio-econômico, que reestruturou o Estado. Depois, Sarney transformou o Grupo na Superintendência de Desenvolvimento do Maranhão (Sudema), autarquia dirigida por um extraordinário poeta, Bandeira Tribuzzi, que aliava a sensibilidade de grande escritor a uma rara competência de planejador e homem de ação. A Sudema foi criada com o objetivo de planejar, coordenar e controlar a política de desenvolvimento do Estado. Nascia o Maranhão Novo, uma série de planos e projetos desenvolvidos pela Sudema.

Para agilizar a máquina administrativa, Sarney criou vários órgãos da administração direta e indireta, entre eles: Caema, Cemar, Companhia de Habitação Popular do Maranhão (Cohab), Companhia de Valorização da Baixada Maranhense (Codebam), Companhia de Telecomunicações do Maranhão (Telma), Centro Educacional do Maranhão (CEMA), Centro de Processamento de Dados do Maranhão (Prodata) – uma das primeiras empresas instaladas no setor público brasileiro com o objetivo de informatizar os atos da administração estadual –, o Banco de Desenvolvimento do Maranhão (BDM) e a Companhia Progresso do Maranhão (CPM).

 

governador maranhao sarney

O governador no dia em que começou a funcionar a primeira turbina da Hidrelétrica de Boa Esperança, a primeira usina construída na região, no rio Parnaíba. Foto: Rubens Barbosa

Com o pleno funcionamento de todos esses órgãos e uma equipe de secretários competentes, aliados aos recursos públicos conseguidos junto ao Governo Federal, José Sarney realizou grandes obras como a construção da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança (Cohebe), inaugurada por Sarney no Alto Parnaíba, que forneceu 237.300 kW.

O Estado inteiro não tinha 13 km de estrada asfaltada, Sarney construiu centenas de quilômetros pavimentados, implantando-se a BR-135, que liga São Luís a Teresina.

 

Sarney na Construção ANIL

Governador José Sarney na construção de ponte no estado do Maranhão. Foto: Arquivo Pessoal

O porto de Itaqui foi uma necessidade. Estado maranhense ainda não tinha desembarcadouro e, com o Novo Maranhão, criou-se a exigência da construção de local pra escoamento da produção maranhense: o Estado do Maranhão tem hoje um porto capaz de receber os navios de maior calado dos que circulam pelos mares do mundo.

Em São Luís foram rompidas as amarras do crescimento urbano, impedido a nordeste e sudoeste pelas rias Anil e Bacanga, com a ponte que abria caminho para as praias do norte da ilha e a barragem que permitia o acesso à ponta do Itaqui.

 

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