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O Dono do Mar

José Sarney e o Dono do Mar

José Sarney e o Dono do Mar

O Dono do Mar, lançado no Brasil em dezembro de 1995, é um livro de grande sucesso editorial e de leitores. Foi traduzido para o francês (Capitaine de la Mer Océane), inglês (Master of the sea), romeno (Stãpânul Mari), espanhol (El Dueño del Mar), grego e árabe. Foi best seller no México, saiu em livro de bolso na França.

O Dono do Mar é uma história de pescadores do Maranhão, da luta do homem com o Mar-Oceano, com os desejos, com os sonhos, com o tempo. A fronteira entre o real e o irreal se dilui nas águas, entre o sol e o nevoeiro. As mulheres são encantamentos e encantadas, conquistas e promessas, encontros e desenganos. Caravelas atravessam os anos e se perdem na navegação dos anos.

O Capitão Antão Cristório vive na solidão da busca de sua noiva levada pelos monstros marinhos, que, nas praias, possuem as jovens virgens. O tempo não existe e a vida está regulada pela lua e pelas marés, pelo do tempo heróico dos descobrimentos, fantasmas, barcos e navios que andam, eternos, por todos os mares.

 

CRÍTICAS

No romance de Sarney os tempos se sobrepõem e se somam para formar um tempo feito de memória e de vida, tempo único e inseparável. Os sucessos do passado, de aventura e heroísmo, e o cotidiano dos pescadores de hoje, igualmente de aventura e heroísmo.
Jorge Amado – Escritor, Membro da Academia Brasileira de Letras.

Ninguém na literatura brasileira, tão cheia de belas fantasmagorias, alcançou tais alturas no reino do Realismo Mágico. Estou perplexo.

Darcy Ribeiro – Antropólogo , Político.

Estamos diante de uma obra prima.

Gerardo Mello Mourão – Jornalista, Poeta, Escritor.

O que José Sarney nos faz tão maravilhosamente ver é o duplo aspecto sobre o qual pode nos aparecer o mundo sobrenatural: muito distante no espaço ou muito distante no tempo. Freqüentemente, disse e escrevi que para nós, modernos, a história faz as vezes da mitologia. Em seu livro, a mitologia popular floresce em evocação do passado, relativamente próximo para os homens ignorantes da história, mas que, na pena do narrador, assume dimensões muito mais vastas e torna presente, para nós, a epopéia marítima da nação portuguesa inteira que se perpetua diante de nossos olhos, graças a Sarney, através da vida laboriosa de humildes pescadores do litoral brasileiro…Obra monumental.

Claude Lévi-Strauss – Maior nome da etnologia francesa, Antropólogo.

O Dono do Mar é uma odisséia sobre o mar sem precedente na literatura latino-americana.

Maurice Druon – Escritor francês e Decano da Academia Francesa de Letras.

Sarney é um poeta da alma, que utiliza as situações locais para criar uma obra de força universal, com efeitos assombrosos, a dureza e a beleza.

Marcos Aguinis – Escritor Argentino.

Sempre fui um apaixonado pela literatura do mar e das suas obras mestras, desde O Velho e o Mar, de Hemingway, ao Relato de Um Náufrago, de Garcia Marques, desde Moby Dick a Julio Verne. A elas, agregarei agora, na minha pequena biblioteca, com carinho e respeito, O Dono do Mar, de José Sarney. Aconselho a todos que também o façam. Estou seguro de que desfrutarão de sua leitura. E, façam-no se puderem, na bela e vigorosa prosa original portuguesa.

Juan Arias – Jornalista do El Pais.

É um livro de que não há muitos exemplos na literatura portuguesa.

Mário Soares – Ex-Presidente de Portugal.

Pela primeira vez entrei em um texto dentro e me irmanei com tudo o que de irreal se levanta na imaginação e no sonho.

Antonio Alçada Baptista – Romancista, ensaísta e cronista. Um dos nomes mais destacados da literatura portuguesa da segunda metade do sec. XX e início do XXI.

 

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