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Academia Maranhense de Letras

“O Imparcial”, dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, então o grande jornal de São Luís, abriu concurso para uma vaga de repórter. Classificado em 1º lugar, José Sarney foi logo aproveitado como repórter de polícia. Mas logo se torna responsável por um suplemento de Letras e Artes, em que procura acompanhar os movimentos literários.

Reunia-se então na Movelaria Guanabara a alguns amigos, no debate de idéias literárias e artísticas: os escritores Bandeira Tribuzzi, Luís Carlos Bellos Parga, Carlos Madeira, Antônio Luís de Oliveira, Evandro Sarney, Lago Burnett, Ferreira Gullar, os pintores Cádmo Silva, Paiva, Figueiredo e Floriano Teixeira. Destes encontros saiu a revista A Ilha, par de Clã, de Fortaleza, Quixote, do Rio Grande do Sul, José, de Pernambuco, Joaquim, de Santa Catarina, Orfeu, do Rio de Janeiro. Tribuzzi, que voltava de Coimbra, apresenta ao grupo a poesia de Fernando Pessoa.

Nesta mesma época entra para a Academia Maranhense de Letras.

Em 1954 José Sarney publica A Canção Inicial. Encontrara seu caminho numa poesia de grande liberdade formal, mas em que ressoam os ritmos clássicos da poesia de língua portuguesa, consumados numa grande musicalidade do verso. Esse primeiro livro será seguido de dezenas de outros, na dedicação permanente a sua vocação de escritor.

 

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