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José Sarney, Escritor

sarney defensor

José Sarney estreou muito moço como poeta e ensaísta, muito influenciado pela descoberta da poesia moderna portuguesa. Em 1953, publicou Ensaio sobre a Pesca de Curral, e no ano seguinte A Canção Inicial. Este livro afirmava sua liderança no círculo intelectual, formado de escritores e artistas, que se reunia na Movelaria Guanabara, em São Luís. Com a intensa atividade política dos anos seguintes, só voltaria a publicar literatura depois de um longo intervalo, justamente, no entanto, quando vivia a efervescência do Governo do Maranhão. Tratava-se de um livro de contos, Norte das Águas (1969), escrito com uma linguagem de grande riqueza vocabular e domínio formal, saudado em todo o Brasil como uma nova vertente literária. Depois de novo intervalo, em 1978, voltou à poesia, com Os Maribondos de Fogo. Novo interregno, até publicar, em 1995, O Dono do Mar, romance em que renovaria as experiências formais de Norte das Águas, num contexto de tempo múltiplo e forte erotismo. Em 2000 um novo romance, Saraminda, o confirmaria como mestre do gênero, com uma escrita despojada e poética, e transferindo seu cenário para a região da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa. Um terceiro romance, A Duquesa Vale uma Missa, de 2007, novamente muda o cenário, para o eixo Rio ­– São Paulo, e o tratamento literário. Desde 1994 publica as crônicas semanais que escreve na Folha de São Paulo, das quais já saíram sete volume e mais uma importante antologia. Finalmente merece uma menção lateral a grande quantidade de textos políticos, coletados em muitos livros e que constituem um repertório de seu pensamento.

A obra de José Sarney têm sido publicada em vários países e tido repercussão internacional, como atestam textos de grandes intelectuais brasileiros, franceses, argentinos, portugueses, etc.

Literatura como Vocação

O início da carreira como jornalista foi o primeiro passo para encontrar a vocação de escritor. José Sarney ganhou um concurso de redação e passou a trabalhar no jornal Pacotilha. De repórter policial, Sarney passou a cuidar do suplemento literário do jornal.

“Achei que a literatura fosse o meu destino.”

Fotos

 


sarney escritor

A foto reúne os imortais da Academia Brasileira de Letras, que recebem o novo integrante da casa de Machado de Assis, o poeta e escritor, José Sarney. Foto: Gervásio Batista

 

Sarney ABL

Sarney recebe das mãos do presidente da ABL, Austregésilo de Athayde, a espada simbólica da Cadeira 38. Foto: Gervásio Batista

 

Em 7 de novembro de 1980, com Dona Marly na posse na Academia Brasileira de Letras. Foto: Gervásio Batista

Em 7 de novembro de 1980, com Dona Marly na posse na Academia Brasileira de Letras. Foto: Gervásio Batista

 

esposa Marly e a mãe Kyola

A esposa Marly e a mãe Kyola foram a posse de Sarney na ABL levar o carinho da família. Foto: Gervásio Batista