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Tempos de mudança

O Maranhão vive um momento de mudança profunda com reflexos extraordinários sobre seu destino. Pronta a infraestrutura, que há 40 anos construímos, de energia, estrada, portos (Itaqui, Ponta da Madeira, Ferry-Boats), universidades, comunicações e melhoria de recursos humanos, entramos numa era de transformação de uma sociedade inteiramente agrícola e extrativista (agricultura de subsistência e coleta de babaçu) para uma sociedade industrial e de serviços.

Basta ver as fábricas que aqui se instalaram e as que estão se instalando, a corrida imobiliária, as frentes de agricultura avançada com o polo de Balsas e as plantações de reflorestamento industrial para a produção de celulose e outros produtos, diga-se as Suzano de Imperatriz e Urbano Santos, a descoberta do gás e seu aproveitamento para produção de energia, como as usinas de Capinzal, Itaqui e as ocorrências que estão pipocando em já 12 municípios, o último deles, o da Trizidela do Vale.

A Norte-Sul está sendo concluída, com 98% já construída, o que vai possibilitar o deslocamento do eixo da produção do Brasil Central para o Itaqui. Em torno de um grande porto faz-se sempre uma grande civilização. A refinaria da Petrobras em Bacabeira revoluciona aquela região toda onde se constroem centros de profissionalização e treinamento, hotéis, restaurantes, novos comércios, shoppings e aumento a cada dia da contratação de empregos. Indústrias de base como cimento e a Siderurgia de Açailândia mudam o perfil da região, e em breve estaremos exportando aço plano verde, por um processo inédito em que este tipo de indústria deixou de poluir para ser um exemplo do crescimento sustentável e limpo. Temos à frente desse processo um empresário pioneiro, Ricardo Nascimento, que arriscou todo o seu patrimônio na construção desse grande empreendimento do sertão.

A Baixada, a área que menos ainda recebeu esses ventos de mudança, em breve, receberá um dos maiores projetos do Brasil, com a construção de diques e barragens para produção de pescado, camarão e produção de arroz irrigado, sendo para o Maranhão aquilo que Guayaquil foi para o Equador – que hoje é o maior polo exportador daquele país. Por outro lado, a Universidade Federal está transformando a região numa área de desenvolvimento do ensino superior, a começar pela Faculdade de Medicina de Pinheiro, com a construção do grande hospital de alta complexidade. Além disso, a construção das escolas técnicas do antigo Cefet assegura a preparação de mão de obra qualificada e cria grande oportunidade de formação para os jovens.

Os que estão presos àquela fórmula de amaldiçoar a escuridão, pregando um Maranhão de atraso como modo de fazer política, estão perdendo o bonde da história. Essa lengalenga já não pega mais, como nunca pegou, ela é mais velha do que a Sé de Braga, como diz o ditado português.

Tenhamos orgulho do Maranhão. Somos a bola da vez e o estado que mais está crescendo do Nordeste.

 

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