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Sarney relembra pioneirismo na defesa da política de cotas para negros

O senador José Sarney (PMDB-AP) comemorou a aprovação pelo plenário do Senado do projeto de Lei,que reseva 20% das vagas em concurso público para negros. A proposta, apresentada pelo Poder Executivo, aplica a reserva de vagas a órgãos da administração direta, autarquias e fundações federais, assim como empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. A iniciativa vai valer por dez anos.

Foto: Jonas Pereira

Foto: Jonas Pereira

Da tribuna, o senador José Sarney (PMDB-AP) parabenizou a presidente da República Dilma Rousseff pela iniciativa e relembrou sua luta contra o fim de qualquer forma de discriminação dos negros no Brasil. “Sempre apoiei e sempre fui pessoa de vanguarda na defesa dos projetos de lei destinados a evitar qualquer segregação racial ou qualquer problema que atingisse a dignidade humana dos negros. Eu quero, pelo menos, reivindicar para mim o fato de ter levantado a discussão do problema de cotas no Brasil, simplesmente por quê? Porque eu era Presidente da República quando foi comemorado o Centenário da Abolição. Naquela oportunidade, eu tive a oportunidade de dizer ao País que o problema que nós tínhamos em relação aos negros não era mais problema de legislação sobre discriminação ou de qualquer natureza. Nós tínhamos que tomar providências efetivas para a ascensão da raça negra no Brasil”, afirmou.
O senador José Sarney (PMDB-AP) ressaltou a criação da Fundação Palmares, em seu governo, que, até hoje, está à frente de todas as iniciativas que defendem a raça negra. Sarney destacou que há 15 anos, apresentou o Projeto de Lei nº 650, instituindo cotas para a população negra no acesso aos cargos e empregos públicos, à educação superior e nos contratos do Fundo de Financiamento do Estudante do Ensino Superior. “Quero me solidarizar com a Presidente, porque vários governos passaram e nenhum deles teve oportunidade de levantar o problema de cotas. E eu levantei por quê? Levantei porque nos Estados Unidos o problema da ascensão da raça negra só foi possível depois que foi feito a deflagração dos problemas das cotas. Antes disso não se avançou senão nas lutas, na criação do ódio entre as raças na nação norte-americana. Portanto, com esse pensamento, levantei o debate das cotas no Brasil. Fui eu que levantei e quero justamente reivindicar esse ponto, porque muitas vezes a gente faz as coisas e elas ficam no esquecimento. E isso é uma coisa que tenho orgulho”, enfatizou Sarney.

 

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