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Sarney discursa durante celebração de 25 anos da Constituição de 1988

Na manhã desta terça-feira (29), o senador José Sarney (PMDB-AP) participou de sessão solene do Congresso Nacional destinada a entrega da medalha Ulysses Guimarães em homenagem aos 25 anos da Constituição Brasileira promulgada em 1988. Sarney foi um dos agraciados com a comenda.

Agência Senado

Foto: Agência Senado

Em seu discurso, Sarney lembrou da emoção que sentiu ao jurar sobre a nova constituição em 1985. “Ao olhar, neste momento, o vídeo que aqui passou, a minha memória recorda o dia 5 de outubro de 1988. E os presentes tiveram a oportunidade de ver um detalhe: as minhas mãos tremiam ao jurar a Constituição da República. Eu sabia a carga histórica que estávamos vivendo naquele momento. Terminávamos uma longa caminhada da idealização, da luta pela Constituinte, da realização da Constituinte e da promulgação da Constituição. Hoje, comemoramos 25 anos da sua existência”, disse.

Na tribuna, Sarney registrou o trabalho que desempenhou ao lado de Tancredo Neves, quando redigiram o documento da Aliança Democrática que possibilitou a abertura do Brasil. ˜Estávamos eu e Tancredo Neves, essa figura extraordinária que jamais o Brasil poderá esquecer. Afonso Arinos teve uma frase que define perfeitamente a presença de Tancredo na história do Brasil: ‘Muitos deram a vida pelo País, Tancredo deu a sua morte”.

Sarney homenageou ainda Ulysses Guimarães, que acumulava as Presidências da Câmara dos Deputados e da Assembleia Nacional Constituinte. “Ulysses Guimarães, aquele grande guerreiro que vinha das suas caminhadas históricas no comando da luta em favor da redemocratização do Brasil. Ulysses tinha, no nome de Ulysses, do herói homérico, certamente aquele verso do poeta da Pléiade, que era Du Bellay, em que dizia: ‘Heureux qui comme Ulysse a  fait un beau voyage’ — felizes quem, como Ulysses, fez uma boa viagem. Ele se referia àqueles que saíram, enfrentaram tempestades e chegaram ao fim da sua viagem para rever a sua Penélope. Ulysses não gostava que fosse chamado politicamente por sua representação do herói homérico, tanto assim que, na sua biografia, escrita por Luiz Gutemberg, preferiu usar o nome de Moisés, aquele que tinha conduzido o povo de Deus à terra prometida.

Outro período destacado por Sarney  no discurso, foi o que assumiu a Presidência da República, após 21 anos de governos militares. “Com a tragédia da morte de Tancredo, coube-me exercer a Presidência da República. E, se assumi a Presidência, em caráter interino, em março, já em junho eu convocava a Constituinte, cumprindo o compromisso da Aliança Democrática. Talvez a mais rápida convocação de uma Constituinte para restauração de um regime constituciona”, destacou Sarney.

O senador Sarney citou ainda a estabilidade democrática, a transparência do Estado, a ampliação dos direitos sociais e a liberdade de imprensa como conquista que foram consagradas no texto da Carta de 88. “E coloquei como lema: Tudo pelo Social”.

Ex-presidente da República, e por quatro vezes presidente do senado, José Sarney, usou uma frase de Ulysses Guimarães para expressar o significado da Constituição para os brasileiros: “Era uma luz de lamparina a iluminar o caminho dos desamparados”, concluiu.

Veja o discurso!

 

 

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