Início » Blog » Povo: inesgotável fonte de energia para alcançar o progresso

Povo: inesgotável fonte de energia para alcançar o progresso

Praça Pedro II, São Luís de Maranhão, 31 de janeiro de 1966

Transmissão de cargo realizada em praça pública

Grande, querido, heroico, bravo povo de minha terra:

Aqui estou sob os olhos de milhares de maranhenses concentrados na praça pública e sob a atenção dos ouvidos, que estão vendo, de milhares e milhares de maranhenses espalhados pelo Maranhão inteiro.

Recebo na praça pública o direito de governar o Maranhão, direito que me foi dado pela vontade soberana do povo. Nosso céu e nossa terra testemunharam os longos, trabalhosos, ásperos e heroicos caminhos que nos conduziram a esta tarde, a esta solenidade e a este instante. O mandato que venho de receber tem a marca da lida, da chama da mais autêntica vontade popular, da liberdade de escolher e preferir, da consciência das opções. O Maranhão não suportava mais nem queria mais o contraste de suas terras férteis, de seus vales úmidos, de seus babaçuais ondulantes, de suas fabulosas riquezas potenciais, com a miséria, com a fome, com o desespero, as ruínas que não levam a lugar nenhum senão ao estágio em que o homem de carne e osso é o bicho de carne e osso.

O repúdio

O Maranhão não quer a desonestidade no governo, a corrupção nas repartições e nos despachos; o Maranhão não quer a violência como instrumento da política para banir direitos os mais sagrados, que são os da pessoa humana, nem a impunidade dos assassinos, garantidos pelos delegados, e a liberdade reduzida apenas a uma facilidade para abastardar os homens. O Maranhão não quer mais a coletoria como uma caixa privada a angariar dízimos inexistentes, para inexistentes arcas reais, que não são existentes porque se pode pronunciar os nomes dos beneficiários e identificá-los ao longo desses anos de corrupção. O Maranhão não quer a miséria, a fome e o analfabetismo, as mais altas taxas de mortalidade infantil, de tuberculose, de malária, de esquistossomose como um exercício do cotidiano. O Maranhão não quer e não quis morrer sem gritar. Não quis morrer estático e de olhos parados, e caudatário marginal do progresso, olhando o Nordeste progredir enquanto nossa terra, mergulhada na podridão, não podia marchar nem caminhar. Por isso nós gritamos, por isso nós morremos, por isso nós resistimos à ocupação, por isso não se apagou em nossos corações a miragem desta tarde que um dia haveríamos de ver, quando encontraríamos o caminho perdido da tradição maranhense. Os que hoje nos honram com sua visita não podem compreender bem a alegria dos nossos corações, esta festa que nada tem de enfeite nem de fogos nas praças vazias, nem de bandeiras nem de charangas, nem de simulações, nem de pré-fabricado, mas por isso mesmo é bem maior do que tudo o que se pudesse articular, porque a festa está jorrando em fontes de alegria, e esta alegria é alegria de quem encontra a liberdade e sacrificou a servidão.

Outro Maranhão: Maranhão Novo

O Maranhão de hoje é outro Maranhão. O povo, nesta vitória, e este governo, que agora se inicia, já têm obras a apresentar. A partir de amanhã, os troncos das cadeias de Santa Luzia, de Tuntum, de Presidente Dutra e de São Mateus não funcionarão mais; a partir de hoje os delegados de polícia e a polícia serão instrumentos da ordem e não da desordem; a partir de hoje o direito de cada um será respeitado e a insegurança e o banditismo não contarão com a proteção oficial, porque eles estão na preocupação do governador como vergonhas a extirpar. A partir de hoje a suspeita de desonestidade não mais se levantará sobre a equipe do governo, e em torno do governador não mais borboletearão a incompetência e a desídia.

A nossa luta contra a corrupção e a desordem, o caos e o atraso será uma luta indormida. Não passará hora nem minuto, nem assinatura de serviço e de contrato, de compra e de convênio em que não se veja em cada traço a vontade e o desejo de acertar. Porque este governo tem dono; o seu dono é o conjunto de compromissos assumidos no correr da luta: governo de paz, de garantias para todos, respeitável e respeitado, e de inflexível energia para cumprir com a palavra empenhada. O que for do meu dever e do interesse público será feito, e para fazê-lo serei intransigente e serei inarredável. Este é um governo que não tem livre-arbítrio, que não pode escolher livremente, porque não pode falhar nem escolher errado, e a única opção é acertar; fora daí é perecer. Está presente neste mandato a lembrança de muitos que morreram, de muitos que resistiram, de alguns que desistiram e que não tiveram forças para esperar esta tarde, de um conjunto heroico que nos deu a vitória, de um povo cuja bravura aqui está. Líderes mudaram, novos envelheceram, velhos passaram para a retaguarda, mas o espírito da luta continuou o mesmo, passando de pai para filho e de geração para geração. Aqui, todos tenham certeza disso: encerra-se, hoje, uma página ultrapassada na história do Maranhão: o Maranhão da politiquice e da politicagem; da oligarquia e dos mais baixos processos políticos do Brasil.

A cadeira vazia do Maranhão será ocupada e aqui não voltarão jamais, nós não deixaremos voltar os derrotados que representaram tudo que era negação do Maranhão. Não tripudiaremos sobre os vencidos, mas não lamentamos em nenhum instante a sua derrota. Eles foram responsáveis por este vazio em que não existe uma obra pública que se possa assinalar, em que apenas se disputava se o Piauí ou o Maranhão era o mais atrasado estado do Brasil.

Iremos para o governo para governar sem governismo, na medida que isto representa a colocação da administração na base dos interesses pessoais ou grupais de ordem subalterna. A oposição é um estado de espírito e não é um partido político, e no governo não teremos aquele estado de espírito dos administradores de tantos e longos anos. Governaremos com o espírito da oposição ao roubo, ao crime, à subversão da ordem e da lei, à inércia, ao atraso e ao primarismo político. Não podemos inclusive aceitar a tese de que a democracia seja incapaz de suscitar, com seus instrumentos, no coração do povo, a certeza de que ela é o caminho que não comporta nenhuma dúvida.

Quadro por mudar

A vitória para nós não é um fim, que o peso dela somente se justifica se ela for o caminho do atendimento dos anseios populares. Quem pode negar que, na perplexidade dominante desvendamos palpáveis caminhos para que o Maranhão pudesse viver a normalidade democrática? As vozes que aqui se ouviam eram gritos roucos e vazios, que se perdiam por não serem escutados, porque não significavam nada, senão a voz bolorenta de anacronismo. Por todo o Maranhão espalharam-se métodos de tortura, de extorsão, do saque, do marasmo e do não fazer; do deixa, do larga, do espera, do fica-aí, do está dando, do não adianta; enfim, as luzes baixas que não aquecem e não iluminam. Até onde a responsabilidade da Nação brasileira está comprometida neste campo de concentração que era o nosso estado? Nesta ilha de atraso em que estamos? Até que ponto a Nação está comprometida, é incontestável que se pode medir; e a verdade seja dita: todos os governos federais anteriores foram, disto que hoje acaba, sustentáculos entusiastas e cúmplices.

Foi preciso que o Governo Federal iniciasse novos métodos para que a oligarquia do Maranhão ruísse, fosse abaixo, desmoronasse. O Brasil, portanto, tem responsabilidade para o soerguimento do Maranhão.

Aqui na vastidão desta praça, que tem 350 anos de história, podemos proclamar nesta tarde a mensagem de que nós necessitamos. Aqui nesta praça, os franceses desembarcaram em dias do século XVII e na presença de caciques timbiras levantaram aí a cruz e deram o nome do rei de França a esta cidade, sob a proteção da Flor-de-Lis, da Rainha de França. Quem diz São Luís, diz Maranhão; quem diz Maranhão diz João de Barros, historiador e donatário; diz holandeses vindos, plantando canaviais; diz portugueses, lutando do Desterro ao Outeiro da Cruz; diz das revoluções populares, da Balaiada, da Cabanada; diz da cidade viva e livre; sem peias, mesclando esse espírito em que a ironia e a alegria refrescam e alimentam tanto quanto esse vento que, correndo mundo, aqui desemboca, entre o Bacanga e o Anil, levando ares do Maranhão aos vales dos nossos rios, das nossas pequeninas cidades e de nossos perdidos quebradores de cocos, em suas choupanas.

A candidatura de todos

Ninguém ignora as minhas responsabilidades, elas nasceram e foram construídas na campanha. Estão presentes, em meus olhos, os olhos de centenas de milhares de brasileiros do Maranhão, que estiveram comigo e comigo partiram para esta vitória. Hoje temos, no meio da praça, erguidas, as faixas das delegações de todos os rincões do Maranhão. No princípio essa luta era uma pequenina chama, depois um facho e por fim era um clarão que apaixonava todos nós.

Todos nós, porque todos nós do Maranhão fomos candidatos nesta eleição. Das barrancas do Tocantins às margens do Parnaíba, aqueles que são maranhenses pelo nascimento e aqueles que escolheram o Maranhão como terra de sua vida ouviram a nossa palavra. Milhares e milhares de mãos apertadas. Milhares de mãos que pediam justiça, que estendiam suas súplicas, mãos de homens com fome, jovens sem horizonte, comerciantes e lavradores; industriais e industriários; operários, profissionais liberais, estudantes, sobretudo a juventude, viveram apaixonadamente essa campanha do Maranhão. Ela foi construída com o mais puro idealismo e com todas as mais puras dedicações. Ninguém pedia nada ao candidato. Todos pediam vitória. Ninguém reivindicava nada em seu proveito, todos reivindicavam mais trabalho; todos ajudavam e devo proclamar que chego ao governo sem ter recebido uma só imposição, nem mesmo dos partidos, os grandes partidos e seus líderes que nos apoiaram.

O Brasil deve ver o Maranhão e o que esta luta representa, como exemplo de um povo identificado numa grande causa política.

Bomba de retardo

O mau governo constrói no povo o ódio, desperta forças terríveis de ressentimento e constitui uma agressão diária à comunidade. E nós aqui no Maranhão o tínhamos; mas nós o banimos e banimos para sempre. Acredito que um bom governo traz felicidade ao povo; por isso teremos de fazer um bom governo. A tarefa é difícil, é quase impraticável, pois está tudo por fazer. O Maranhão tem apenas poucos quilômetros de estradas asfaltadas, endemias de toda ordem e as arcas do tesouro estão vasculhadas e lambidas. O pagamento do funcionalismo está atrasado, em alguns setores, em mais de seis meses, o mês de janeiro sem ser pago e sem dinheiro para pagar. A mentira e a empáfia derretidas deixaram apenas, disponível em caixa, 6 milhões e 881 mil 386 cruzeiros e débito de mais de dois bilhões de cruzeiros, a curto prazo – menos de 30 dias. Os saldos bancários estão todos vinculados a empréstimos contraídos pelo governo, e retirar o que resta, que não vai além de 400 milhões, será criar uma crise na rede bancária oficial. Tudo foi preparado com ajuste e com cuidado para que a bomba estourasse no princípio de meu governo.

No interior, as coletorias estão em grande parte atrasadas no recolhimento, e as grandes recebedorias, como as de Bacabal, Pedreiras e Pindaré, estão em alcance. Mas as irresponsabilidades vão a mais. Os fundos rodoviários foram empenhados em contratação de obras e compras desnecessárias e duvidosas para raspar tudo e criar dificuldades não ao governador, mas a todos nós, porque quando o governo é governo, o interesse é coletivo e não do governador. Ao lado disso, o caos da máquina administrativa despreparada, abandonada . Os exemplos de cima destruindo a conduta dos escalões inferiores. Postos médicos fechados, escolas caindo, estradas intransitáveis, a lavoura sem sementes, colapso no sistema de energia e no sistema da água, e em tudo o vandalismo político.

No povo, a esperança

Onde, pois, neste caos, encontrar a esperança? Onde vislumbrar a inesgotável fonte de energia, para emergir e para vencer? Na insurreição da ajuda, do voluntariado do progresso, do povo que comigo veio à vitória e que estará comigo no governo. Temos as fabulosas riquezas do Maranhão, que nos cumpre descobrir e transformar em bem-estar social do povo que vai comigo para o governo, que vai me ajudar a vencer a batalha do progresso, porque já me ajudou a vencer a outra luta, que foi a batalha da liberdade. Vamos limpar a casa, vamos afastar os insidiosos, vamos moralizar, vamos implantar métodos de planejamento baseados na ciência e na técnica; buscar ajuda onde ela estiver, colocar o Maranhão na geografia do Nordeste e na geografia da Amazônia; retirá-lo do mapa da anarquia e da falcatrua. Trazer sangue novo, abrir oportunidades a todos e responder a muitas perguntas: Como iremos desenvolver a cultura? Como iremos ensinar os que estão condenados ao analfabetismo? Como iremos abrir novas estradas? Como iremos formar os nossos técnicos? Como iremos construir os nossos portos? Como poderemos industrializar o Maranhão, criar novos empregos? Como iremos mudar a face do Maranhão 100% pobre, quanto à habitação, vestiário e alimentação? Temos uma reserva humana de uma força muito grande.

Temos os nossos olhos, nesta tarde, começo do governo, voltados para aquela barragem de cimento, que atravessa o Parnaíba e que nos acena como mensageiro de progresso, e que se chama Boa Esperança. O Parnaíba domado para que o Piauí e o Maranhão possam transformar aquele castelo no deserto, como os técnicos chamavam. A usina de Boa Esperança vai criar a zona mais próspera do nosso Nordeste, o maior centro para investimentos. Temos os olhos voltados para a bacia de Barreirinhas, para o que ali se esconde, guardado pelo tempo e pelas camadas geológicas daquele subsolo, como outra esperança e outra certeza, que é o petróleo do Maranhão escondido há milhões de anos e guardado para explodir neste ano de 66, o ano que consolida nossa vitória. Temos as nossas palmeiras aqui plantadas pela natureza e que no Maranhão constituem a maior reserva do mundo de gordura vegetal: os 150 mil quilômetros quadrados cobertos de babaçu, que cada vez mais iremos exportar, valorizar, industrializar e mostrar ao Brasil que ele pode ser, em vez de um problema, uma grande solução para todos nós. Temos as nossas reservas minerais e temos as nossas terras para o trabalho de todos.

Aqui residem cerca de 700 mil nordestinos que escolheram os nossos vales para construir suas casas e para plantar as suas roças de mandioca e de feijão. Aqui neste norte das águas, entre o Nordeste – onde as águas são de menos e não caem – e o Amazonas, onde as águas são demais e transformam os pés em montarias, as puídas que são igarapés, aqui os Maracatins e os Maranhões, como chamava o Padre Vieira, “gente bem criada e nascida, que tem nome de sinos”, tem o equilíbrio desejado na dosagem dos ventos e das chuvas.

Deveria chamar pelo nome as delegações presentes de todos os lugares do Maranhão, do alto Tocantins até os limites do Gurupi; das praias de Araioses e Tutóia até Carutapera; dos vales do Mearim, Itapicuru, Corda, Munim, Grajaú, Turi, da Baixada, do agreste e do sertão. Gente que esteve conosco na luta e que está aqui nesta praça, convidada por nós para assistir à transmissão do governo.

Vitória eleitoral

Deus é testemunha de minha gratidão ao povo de minha terra; Deus é testemunha de minha emoção, que é grande, pura e eterna, porque se há no mundo um homem feliz, esse homem é o governador do Maranhão: governar o seu povo, tendo a vitória que teve; e que não foi construída senão no idealismo e na pureza; na luta, na mais dura luta de todos nós. “Heureux qui, comme Ulysse, a fait un beau voyage!” Felizes daqueles que como Ulisses fizeram boa viagem; que atravessaram todos os perigos, mas que chegaram livres à praia e encontraram o porto. Não poderíamos, contudo, ter encontrado esta tarde se não tivéssemos tido a determinação do governo do Marechal Castelo Branco, no sentido de que as eleições fossem livres e que fossem limpas. À Justiça Eleitoral e às Forças Armadas juntamos os agradecimentos como executores da diretriz de evitar assim a ocupação do poder pelos métodos tão conhecidos e tão condenados. Teremos do Governo Federal a ajuda necessária para podermos realizar uma administração eficiente. Ele, que nos deu Boa Esperança como obra prioritária, que dinamizou aqui as pesquisas do petróleo, que nos deu condições institucionais de eleições livres, certamente ajudará este governo a dar o passo que o Maranhão espera. Agradeço aos partidos políticos que me ajudaram, eles que foram tão corretos na luta e tão corretos na vitória. Agradeço ao homem do interior, esse ente abandonado e que só resiste e deseja viver, quando a vida para ele é um pesado fardo. Agradeço ao povo de São Luís, desta cidade de São Luís que foi sempre baluarte da resistência e decisiva presença na luta. São Luís será sempre o meu esteio e sua solidariedade é peça fundamental para um bom governo no Maranhão.

A cada um que aqui está – homem e mulher, jovem e velho e sobretudo crianças – aperto com ferver todas as mãos. O mesmo aperto de mão do candidato, o mesmo homem com a mesma palavra, com a mesma fé. O mesmo aperto de mão da trincheira, daquela hora amarga que não se repete mais. Nós juntos – governo e povo – podemos fazer alguma coisa por este estado; nós separados – nem governo nem povo – nada poderemos fazer por nenhum de nós. As forças que o governo têm são as forças do povo, esse povo que tomou uma decisão e que foi valorizado em sua vontade, nas eleições que se processaram neste estado. Que cada um ajude o governo, pois a função de governo começa em cada um de nós: fiscalizando, procurando produzir mais, procurando colaborar, procurando acompanhar, procurando sentir que o governo não é capaz de fazer tudo nem fazer milagres, mas que todos nós somos obrigados a fazer um pouco e as nossas vontades somadas são poderosas.

Se nós agirmos assim, o Maranhão será outro. Não será mais uma resistência permanente à história, ao progresso, aos sadios métodos de administrar e à renovação das lideranças. O Maranhão será uma fonte de orgulho e de benefício para todos. A grande tarefa é fazer frutificar as árvores agora plantadas pelas mãos calosas do povo do Maranhão. E, no que depende da vontade do homem, do seu desejo de acertar, de construir e cumprir com seu dever e participar dessa ingente tarefa – aqui estarei na primeira linha. O meu erro será a ignorância do erro. Os meus olhos estarão sempre abertos para olhar a realidade do povo, o seu sofrimento e a sua bondade. Os ouvidos prontos para ouvir o conselho e as críticas.

O Marquês de Pombal, em carta que fez ao Governador do Maranhão, Melo e Póvoas, dizia que “dois deuses dos antigos se apresentavam com os olhos fechados: o Deus da Justiça e o Deus do Amor, prova de que eles não eram cegos, porque justiça cega e amor cego são dois perigos para quem governa nessas paragens”. E advertia que não se devia erigir aqui templos a essas divindades. Vamos com os olhos desvendados para a realidade, viver a paixão desse governo novo. Viver todas as horas, todos os minutos, todos os dias. Paixão que hoje é alegria e é sorriso, e amanhã é trabalho e perseverança para construir o Maranhão da liberdade e do progresso, da grandeza e da felicidade.

JS

 

Leia também: