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Nota à imprensa

Com relação à preservação do acervo da Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB), em São Luís, o senador José Sarney faz o seguintes comentários:

1) Cabe exclusivamente ao governo do Maranhão definir suas prioridades de acordo com o interesse público.
2) A importância da Fundação da Memória Republicana Brasileira para o Maranhão é a mesma que tem a Fundação Getulio Vargas (FGV) para o país como centro de estudos, de difusão cultural e de preservação da memória.
3) A Fundação José Sarney foi extinta. Durante seus 20 anos de existência não recebeu um centavo de verbas estaduais. Em 2011, a Assembleia Legislativa criou uma nova Fundação, da Memória Republicana Brasileira, com o objetivo de estudar e debater os problemas brasileiros e maranhenses, defender o patrimônio histórico e cultural, pesquisar a história do Brasil, ibero-americana e lusófona, promover o intercâmbio cultural, ensinar e pesquisar, além de responsabilizar pela guarda e manutenção do acervo doado por mim, constituído por mais de 1 milhão de documentos, grande acervo iconográfico, mais de 4 mil peças museológicas, além de uma biblioteca de 40 mil volumes. Esse acervo é considerado pela Lei 8394/91 como patrimônio nacional por tratar-se de acervo presidencial, e protegido como previsto na Constituição e na legislação infraconstitucional. A FMRB é hoje um grande monumento cultural, o mais visitado do Estado, e tem prestado grandes serviços educacionais, culturais e turísticos.
4) O governo tem obrigação legal de preserva-lo, pois são 1 milhão de documentos da História do Brasil, com mais de 400 mil digitalizados e disponibilizados na internet. Destruí-los é crime.
5) Considerar que a cultura e a História não fazem parte dos ideais republicanos é ignorar o que é a República. Nunca fiz nenhuma promoção pessoal minha ali. O Stalin é que mandou refazer a enciclopédia russa, retirando o nome dos que não apoiavam o regime e a ele mesmo; exemplo maior Trotsky.

 

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