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José Sarney comemora os 124 anos da Abolição da Escravatura

A sessão do Congresso Nacional, realizada nesta semana para comemorar os 124 anos da Abolição da Escravatura, foi solene. O discurso do presidente do Senado, José Sarney, que há mais de cinco décadas defende políticas públicas para resgatar a contribuição dos negros na cultura brasileira, foi emocionado.

“Lembrarmos-nos da abolição é não esquecer a tragédia da escravidão. Em 13 de maio de 1888, nas ruas da Capital do Brasil, o povo estava em festa, na exaltação de uma vitória. A luta se estendera por 70 dos 300 anos de sofrimento e opróbrio da raça negra. Chegara ao fim com a libertação de 723.419 escravos”, ressaltou José Sarney na abertura do evento.

O presidente do Senado, José Sarney, lembrou a singeleza da Lei Áurea: “É declarada extinta, desde a data desta lei, a escravidão no Brasil”. Segundo José Sarney, entretanto, o pequeno texto libertador sintetiza a “soma de heróis e de mártires que, pela vida e pela palavra, abraçaram a causa da liberdade”. Relatou José Sarney que Joaquim Nabuco afirmava que a Lei Áurea era só o começo de uma grande caminhada.

“Uma obra que não realizamos e que nunca realizaremos em sua plenitude — pois ficará para sempre a mancha indelével, a maior, talvez, da história do Brasil”, reiterou José Sarney. De acordo com o presidente do Senado, todas as políticas públicas realizadas para discriminar afirmativamente o negro serão sempre incomensuravelmente menor do que o que foi feito para discriminá-lo negativamente.

José Sarney relatou ainda que Padre Vieira, em um dos Sermões de Nossa Senhora do Rosário, se referiu ao sofrimento dos negros comparando-o com o calvário de Jesus Cristo. A referência à escravidão feita por Machado de Assis na sua obra também foi lembrada por José Sarney. “Ainda bem que acabamos com isto. Era tempo”, disse o escritor em Memorial de Aires. Outro personagem da cultura brasileira, Negro Cosme, que ainda na época da escravidão defendia a necessidade de políticas afirmativas escravidão também foi reverenciada por José Sarney: “Ele sabia que só a liberdade não bastava e dizia que a liberdade só se completava com a educação”.

José Sarney foi o primeiro político a levantar a necessidade de políticas afirmativas. Quando o ocupou a Presidência da República, José Sarney criou, durante as comemorações do Centenário da Abolição, a Fundação Palmares, ainda hoje a principal e mais importante instituição brasileira destinada a promover a ascensão da raça negra no Brasil.

 

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